Mosteiro de Santa Cruz
Na Praça 8 de Maio, o mosteiro onde estão sepultados os dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I. Por isso é Panteão Nacional.

- fachadas e pormenores: desenhados a partir de fotografias
- telha ou zinco, como na fotografia aérea
- ruas, praças e jardins: desenhados a partir do mapa
- árvore
É de 1507–1513, do tempo de D. Manuel I, e segue as linhas da frontaria medieval. O portal foi acrescentado entre 1522 e 1526, desenhado por Diogo de Castilho e esculpido por Nicolau Chanterene; as três figuras por cima da porta — a Virgem, um profeta e o rei David — são de João de Ruão. O arco à frente é do início do século XIX. São 22 m do chão ao alto das torres, sem os coruchéus.
Uma nave só, abobadada entre 1507 e 1513, quando Boytac era o mestre das obras. As paredes têm azulejo azul e branco do século XVIII, de fabrico lisboeta; do lado esquerdo fica o púlpito que Nicolau Chanterene fez em 1521. Sobre a entrada, o coro-alto guarda o cadeiral de 1512.
Na capela-mor estão D. Afonso Henriques e D. Sancho I. D. Manuel I não achou as arcas antigas dignas deles e mandou fazer estas; as estátuas jacentes são de Nicolau Chanterene, e os túmulos estão neste lugar desde 1535. É por eles que Santa Cruz é Panteão Nacional.
Construído entre 1517 e 1522 sobre um claustro anterior, com a obra dirigida por Marcos Pires. Cinco tramos por lado e dois pisos, o de baixo abobadado; ao centro, o tanque com chafariz, de 1639.
Estava no centro de um dos três claustros do mosteiro. Depois da extinção das ordens religiosas, uma das alas foi destruída para regularizar a rua, e ficou a fonte: o templete ao centro e os quatro cubelos na água, traçados por João de Ruão, com a pedraria contratada em 1533. É uma das primeiras obras inteiramente renascentistas feitas em Portugal.





